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Dez fintechs que usam dados alternativos para inclusão financeira

Blog

dezembro 5, 2022 | Allison Karavos

Garantir que pessoas sem conta bancária ou com acesso limitado ao sistema bancário tenham acesso ao crédito

Houve um tempo em que era impossível as pessoas comprarem coisas sem ter dinheiro na mão, na hora. O amanhecer da era do crédito. Embora o crédito tenha assumido muitas formas (planos de depósito e cartões de crédito, planos de parcelamento e empréstimos consignados, hipotecas e produtos do tipo BNPL – compre agora, pague depois), uma coisa não mudou: para obter crédito, você precisa se qualificar para tal.

À medida que as fintechs e financeiras evoluem, também evolui a maneira como os financiadores lidam com suas decisões de risco de crédito. Um score de crédito tradicional (com base em histórico de crédito, histórico de pagamento e índice de endividamento) não é mais a única forma de avaliar a qualidade de crédito — e, naturalmente, exclui muitas pessoas que podem não ter muito histórico de crédito para avaliar (ou seja, minorias, imigrantes, consumidores mais jovens, financeiramente desfavorecidos e outros que são novos no crédito).

Aqui entram os dados alternativos. Um termo amplo que se refere essencialmente a todos os dados de crédito não informados atualmente por meio de scores de crédito tradicionais, esse tipo de dados fortalece o “perfil” de uma pessoa e fornece uma visão mais robusta e abrangente do risco associado a emprestar para ela. Os tipos de dados alternativos continuam crescendo, mas o termo inclui coisas como pagamentos de aluguel, registros de serviços públicos, presença em mídia social, dados de telecomunicações e informações bancárias abertas.

Inclusão financeira e apoio às PMEs

Usar dados alternativos e considerar a capacidade de pagamento de mais pessoas é claramente bom para a empresa — significa que as organizações podem prever riscos com mais precisão e dizer sim a mais pessoas — e permite que os financiadores cresçam e escalem seus negócios de uma forma que os dados tradicionais podem não permitir. Mas há muito mais do que isso. Os dados alternativos não são apenas bons para a empresa, mas também para os consumidores. Empresas de todo o mundo estão encontrando maneiras únicas e inspiradoras de usar dados alternativos para promover maior inclusão financeira para clientes com pouco ou nenhum histórico de crédito (sem conta bancária ou com acesso limitado ao sistema bancário) e apoiar maior acesso ao crédito para PMEs/MPMEs.Embora esta lista não seja abrangente (há muitas organizações incríveis fazendo coisas fantásticas) — seguem dez empresas únicas usando dados alternativos para o bem maior.While this list is in no way comprehensive (there’s just too many amazing organizations doing awesome things) – here are ten unique companies using alternative data for the greater good.

  1. Bankly – Na Nigéria, o Bankly ajuda seus usuários a digitalizar e aumentar seu dinheiro de maneira segura e sustentável. Usando tecnologia e pontos de contato humanos para digitalizar dinheiro, eles podem gerar dados para criar uma identidade digital/financeira, o que garante que seus clientes com pouco ou nenhum histórico de crédito, tenham acesso a serviços financeiros mais amplos, incluindo crédito e seguro. Entre seus usuários, 75% se classificam como desbancarizados, incluindo populações carentes como agricultores, comerciantes de mercado, artesãos e trabalhadores de transporte que geralmente são pagos em dinheiro e não podem acessar facilmente os serviços bancários tradicionais.
  2. Davinta – A Davinta, com sede na Índia, é uma plataforma digital baseada em IA focada em oferecer crédito e outros produtos financeiros para pessoas que vivem em áreas rurais. A empresa aproveita dados de canais tradicionais e alternativos para recomendar produtos financeiros personalizados para seus clientes. Até o momento, Davinta já tem quase 15.000 usuários registrados, a grande maioria (12.000) é formada por mulheres. Como dizem, eles não são apenas mais uma empresa de inclusão financeira, mas se esforçam para “criar uma inclusão social saudável da sociedade indiana para proporcionar igualdade de oportunidades de vida”.
  3. Esusu – Esta empresa americana usa dados de pagamento de aluguel para ajudar populações não atendidas a criar um histórico de crédito. Atendendo a famílias de baixa renda à moderada nos EUA, sua plataforma exclusiva informa os pagamentos de aluguel aos três principais bureaus de crédito da região, permitindo que os clientes tenham um histórico de crédito e oportunidades futuras que, de outra forma, estariam fora de alcance.
  4. Fairbanc – Com sede nos Estados Unidos, mas operando na Indonésia, o Fairbanc oferece uma plataforma de crédito de ciclo fechado altamente escalável para micro comerciantes, permitindo que eles acessem a cadeia de suprimentos e comprem com mais facilidade bens de consumo de alta velocidade. Com foco na inclusão financeira das mulheres, o Fairbanc tem acesso a uma base de clientes de 650.000 micro comerciantes sem conta bancária na Indonésia, sendo quase 260.000 mulheres. Sua plataforma de IA/ML analisa dados e histórico de transações para conceder linhas de crédito digitais imediatas; e com a API “Pay Later” integrada diretamente nas mesas de recebimento de pedidos da Unilever, os comerciantes precisam apenas de um telefone para participar.
  5. Fundfina – Operando na Índia, a Fundfina é um marketplace com uma arquitetura de open banking e dados analíticos de aprendizagem de máquina. Focada em MPMEs, a organização faz parceria com instituições financeiras locais para atender a mais de 150.000 clientes em toda a Índia, que de outra forma teriam dificuldade de acesso ao crédito tradicional devido à ausência de histórico de crédito. Combatendo o processo de empréstimo lento e complexo, típico na Índia, a Fundfina permite avaliações de crédito de pessoas com pouco ou nenhum histórico de crédito por meio de seu mecanismo digital exclusivo (eles desenvolveram seu próprio método de pontuação de crédito, TrueScore, analisando dados transacionais e histórico de pagamentos), selecionando os produtos financeiros mais adequados e ainda oferecendo ferramentas de gestão de fluxo de caixa para promover a educação financeira.
  6. First Circle – Uma das primeiras fintechs a ser licenciada pela Securities and Exchange Commission (SEC) nas Filipinas, a First Circle foi fundada para capacitar as PMEs e preencher a lacuna de crédito encontrada para pequenas empresas na região. Com vários programas de crescimento disponíveis, linhas de crédito rotativo e processos de aplicativos mobile-first, o objetivo do First Circle é ajudar clientes que muitas vezes não têm dados de crédito ou garantias fixas disponíveis, muitos deles forçados a trabalhar com financiadores predatórios no passado.
  7. Oriente – Com sede em Hong Kong, a Oriente construiu uma infraestrutura digital projetada para gerar oportunidades econômicas para consumidores sem conta bancária e comerciantes mal atendidos. Usando dados e insights alternativos em tempo real, o Oriente permite que milhares de comerciantes aumentem as taxas de conversão e reduzam os riscos. Sua infraestrutura de identidade proprietária usa IA e aprendizagem de máquina para facilitar a obtenção de crédito digital para consumidores sem conta bancária e até permite que eles construam seu perfil de crédito se pagarem em dia.
  8. Paycode – Concebido para pessoas em áreas rurais remotas, o Paycode da África do Sul oferece soluções de tecnologia de serviços financeiros para cidadãos sem conta bancária, usando coleta de dados biométricos para verificação de identidade e autenticação segura de transações bancárias. Ao estabelecer parcerias com instituições financeiras locais, sua plataforma bancária e de pagamento alternativa completa conseguiu criar contas bancárias de baixo custo para usuários iniciantes, e contam com mais de 4 milhões de usuários finais em 8 países até agora.
  9. TiendaPago – Uma fintech inovadora que opera no México e no Peru, a TiendaPago atende empresas do tipo “mãe e pai” para inclusão financeira, oferecendo financiamento de capital de giro closed-loop (em que os investidores também são os beneficiários do produto). Sua plataforma móvel usa dados relacionados às compras de estoque para avaliar a credibilidade dos comerciantes, garantindo que eles possam pagar aos distribuidores pelo estoque necessário para fornecerem aos seus clientes e expandirem os seus negócios. Os comerciantes normalmente têm fundos em dinheiro limitados disponíveis para pagar distribuidores, o que resultar em preços mais altos para estoque e limita as vendas.
  10. ZigWay – Com sede em Mianmar, o objetivo da Zigway é ajudar famílias de baixa renda a ter mais acesso a itens essenciais da casa de forma acessível. Com um serviço de assinatura mensal que permite às famílias comprarem produtos básicos de qualidade, como arroz e óleo de cozinha a granel, eles oferecem economia de até 20% para os participantes. Usando um modelo próprio de pontuação de crédito baseado em aprendizagem de máquina, a ZigWay é capaz de oferecer aos participantes planos de pagamento flexíveis. Eles promovem acessibilidade e inclusão ao capacitar “Superusuários” para que ajudem a registrar seus vizinhos, solicitar serviços e fazer pagamentos em seu nome. Até o momento, eles testaram seus serviços com mais de 500 clientes, entregando comida suficiente para mais de um milhão de refeições.

A história dos dados alternativos — o que significam, como são utilizados e quem os usa — continuará mudando e evoluindo à medida que mais e mais fintechs e provedores de dados encontrem maneiras únicas de incorporá-los aos seus processos de decisão de risco. Isto é, se eles puderem acessá-los com eficiência. Ao pesquisarmos 400 tomadores de decisão de fintechs globalmente, as estatísticas sobre o uso de dados alternativos foram bastante surpreendentes:

  • Entre eles, 60% disseram que o acesso a fontes de dados alternativas é limitado e 74% disseram que dados de qualquer tipo não são facilmente acessíveis, enquanto 60% acham muito complexo não ter uma visão centralizada dos dados em todo o ciclo de vida do cliente;
  • 70% disseram que o fato de os dados não estarem integrados de forma simples à sua solução de decisão era um impedimento para o uso de dados alternativos e 51% disseram que eles não estavam acessíveis em sua organização.

Mas o valor de usar dados alternativos para decisão de crédito é claro — além de possibilitarem uma visão mais completa de seus clientes, também permitem uma inclusão financeira mais abrangente, melhoram o acesso ao crédito para PMEs/MPMEs e ajudam a fazer mais negócios de um jeito que você nunca imaginou.

Se você acha difícil e caro selecionar, acessar e usar os dados certos no momento certo para tomar decisões precisas e inclusivas, veja como os dados da Provenir podem ajudar. Assuma o controle de seus dados, tudo a partir de uma plataforma de dados global centralizada e de fácil acesso, e nunca mais se preocupe em como integrar fontes de dados alternativas.