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Incerteza econômica: mais um ciclo econômico para a América Latina

Blog

dezembro 6, 2022 | Jonathan Pryer

O cenário econômico global é incerto, pois enfrentamos fatores como inflação, conflitos regionais e mudanças nas regulamentações financeiras. A América Latina não foi poupada da recessão, mas há oportunidades para financiadores e instituições financeiras (IFs) que adotam a tecnologia. Conversamos com José Vargas, EVP da Provenir e GM da América Latina, para saber sua opinião sobre os desafios econômicos atuais e o que será necessário para sair ileso (e até crescer!).

O cenário de crédito/bancário atual: a inflação e a desvalorização atingiram duramente a região

Embora a incerteza econômica seja generalizada, a América Latina tem experiência, pois passou por cenários semelhantes. As condições econômicas tendem a ser cíclicas, e a região já passou por crises piores do que essa – a desaceleração não é um território desconhecido.

Os efeitos, embora familiares, atingiram duramente a região, pois a inflação e a desvalorização da moeda aumentaram nos principais mercados. A Argentina vive sua pior inflação, com uma taxa de 64% em junho de 2022; a Colômbia luta com uma grande desvalorização do peso, que atingiu 4600 COP para 1 USD em julho de 2022.

Como consequência, as taxas de juro subiram, especialmente no Brasil, onde chegaram a 13%. O México também enfrenta altas taxas de juros e, além da queda nos empréstimos, deve enfrentar a dependência econômica dos EUA, que também está em recessão. Do lado da regulamentação, espera-se que a reforma financeira no Chile tenha um efeito na economia regional e aumente a volatilidade.

O impacto nos financiadores/consumidores: maior cautela e verificação

Em um movimento já esperado, tanto os financiadores quanto os consumidores adotaram abordagens cada vez mais cautelosas em relação à economia. A alta das taxas de juros é um exemplo disso, assim como a desaceleração, tanto nos pedidos quanto nas originações.

A gestão de risco ocupa o centro das atenções à medida que a desaceleração continua, e perfis mais arriscados que podem ter sido considerados durante um ciclo de superávit não são mais um risco que vale a pena correr. Alguns bancos internacionais chegaram a considerar certos mercados muito arriscados e optaram por deixá-los, concentrando-se naqueles que são lucrativos.

No entanto, as fintechs normalmente têm mais flexibilidade do que os operadores históricos e podem encontrar oportunidades onde as grandes instituições financeiras recuam. Armadas com financiamento significativo, as fintechs colocarão esse capital para trabalhar e encontrarão maneiras inovadoras de atender os consumidores nesse cenário incerto.

Como as fintechs e instituições financeiras podem oferecer suporte a seus clientes: gerenciar portfólios de maneira mais inteligente com tecnologia

Durante as desacelerações econômicas, o foco muda do crescimento para a manutenção. O foco principal passa de atrair clientes novos, mas potencialmente arriscados, para apoiar os atuais, especialmente porque suas próprias perspectivas financeiras são suscetíveis a mudança. Prever essa mudança ajudará as IFs a evitar perdas.

A gestão de riscos exigirá mais do que aumentar os juros e restringir a elegibilidade de crédito – os financiadores terão que gerenciar limites de crédito, coberturas de cheque especial, oportunidades de vendas adicionais e cruzadas e oferecer suporte a clientes em risco de cobrança. As instituições financeiras que usam tecnologia preditiva baseada em dados terão vantagem competitiva sobre aquelas que não o fazem – elas poderão agir proativamente para proteger os clientes da inadimplência, em vez de gerenciá-los depois que isso acontecer.

Esse período também é propício à inovação em crédito, especificamente para BNPL e outros produtos de crédito. À medida que os consumidores na América Latina têm dificuldades financeiras e as instituições financeiras se tornam mais conservadoras, há uma lacuna que precisa ser preenchida. Fintechs que podem assumir mais riscos agora têm a chance de fazer exatamente isso.

Perspectivas na América Latina: a adoção contínua da inovação reduzirá a incerteza econômica

A América Latina tem sido um centro de inovação financeira e isso continuará a ser verdade conforme avançamos em meio à incerteza econômica – o boom de fintechs da região ainda não acabou. À medida que problemas mais complexos surgirem no cenário atual, o setor fornecerá soluções.

As fintechs e FIs que não tiverem experiência em gestão de riscos precisarão se tornar especialistas para sair da desaceleração em uma posição sólida. No entanto, os provedores de serviços financeiros que têm acesso à tecnologia, dados, ferramentas e estratégias certos poderão atender às necessidades dos clientes, mesmo com parâmetros de risco mais rígidos.

Obtenha uma perspectiva global

Quer se aprofundar nos insights da América Latina com mais detalhamentos e previsões? Deseja saber como as outras regiões se sairão durante a incerteza econômica? Confira o panorama completo dos especialistas da Provenir, que cobrem tudo, desde o cenário atual até dicas para instituições financeiras que procuram enfrentar a desaceleração global.